sábado, 19 de março de 2016

No DF, Ceilândia e Gama recebem novas linhas de ônibus

Novas linhas de ônibus vão passar a atender a comunidade do Pôr do Sol, em Ceilândia, e o centro do Gama, no Distrito Federal, a partir deste sábado (19). A linha circular 3208 levará passageiros do Terminal do Gama Sul à área central. Serão viagens a cada 20 minutos, das 6h às 20h. Em Ceilândia, a linha 933.2 da viação Marechal, vai atender a comunidade Pôr do Sol. Quatro micro-ônibus, com capacidade para 50 passageiros sentados, funcionarão das 5h às 22h46 durante a semana, e das 5h às 22h30 nos finais de semana.
(Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

A nova linha de Ceilândia fará o trajeto do terminal do P Sul, passando por dentro Pôr do Sol, Guariroba, Ceilândia Centro e Feira dos Goianos até o Taguacenter. A previsão é de que a mudança atenda cerca de 10 mil passageiros. O valor da tarifa será de R$ 2,25.

Integração
O DFTrans retirou duas linhas que saíam da Vila Departamento de Viação de Obras (Vila DVO), no Gama, com destino às W3 Sul e Norte. O objetivo é melhorar o serviço e dar mais opções aos passageiros durante o dia, já que a 0.219 faz apenas duas viagens e a 219.1 faz apenas a ida.

Com as modificações, quem quiser ir à W3 Norte poderá pegar a linha 3305 para o Terminal Gama Sul e de lá embarcar no ônibus da linha 217.2. Para atender à demanda, o número de viagens diárias saltou de 49 para 62 e o itinerário foi ampliado.

Informações: G1 DF

segunda-feira, 7 de março de 2016

Juíza autoriza que tarifa de ônibus volte a custar R$ 3,70 em Goiânia

A desembargadora Elizabeth Maria da Silva, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, derrubou a decisão que suspendia o reajuste da tarifa de ônibus em Goiânia e na Região Metropolitana. Com isso, o valor de R$ 3,30, que havia voltado a vigorar nesta sexta-feira (4), também após liminar, volta a R$ 3,70.
CMTC diz que vai acatar medida judicial e passagem de ônibus deve voltar a R$ 3,30, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A assessoria de imprensa da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) informou aoG1, por telefone, que a passagem voltará a custar R$ 3,70 na madrugada deste sábado (5).
O recurso foi interposto pela HP Transportes Coletivos LTDA, uma das cinco empresas do consórcio que opera no transporte coletivo da capital. Ela refutou as alegações do juiz Élcio Vicente da Silva, da 3º Vara da Fazenda Pública Estadual, que havia suspendido o aumento alegando que o acréscimo ser maior que a inflação e que o reajuste do salário mínimo, "não parece justo". Além disso, citou que o serviço não era prestado de forma correta.
No documento, a empresa alega que não se trata de um "aumento da pasagem", mas sim um "reajuste tarifário" com função de "recompor o valor cobrado pelas concessionárias em face da variação da inflação, não implicando o aumento real do valor da tarifa, mas somente nominal”.
Além disso, o documento explica que a majoração se dá não só pela indexação de um único índice, mas sim por fórmula prevista na Lei de Concessões. Por fim, menciona que o aumento se deu após cálculo dentro do que prevê "contrato de concessão e na legislação aplicável", sendo que o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), autor da ação que suspendia o reajuste, não questionou o acordo na época.
A assessoria de imprensa do MP-GO informou ao G1 que a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, da 50ª Promotoria de Justiça, aguarda ser notificada para apresentar as alegações (contrarrazões) do recurso. 
Reajuste anual
Para embasar sua decisão, a desembargadora Elizabeth Maria alegou que o reajuste da tarifa anual "possui previsão contratual expressa, além de ser permitido legalmente". A mudança na tarifa deve ser realizada ainda com base em procedimentos técnicos e administrativos que, conforme aponta, foram feitos pelas empresas.

Elizabeth pontuou que ficou comprovado que o reajuste é legal e, caso seja suspenso, pode acarretar prejuízos às empresas, bem como ao serviço público prestado.
Aumento e protestos
A decisão de aumentar o valor da passagem ocorreu no último dia 3 de fevereiro e começou a vigorar três dias depois, em pleno sábado de carnaval. Na ocasião, a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) alegou que, entre os fatores que motivaram a medida, estavam os índices inflacionários, o aumento do valor do óleo diesel, o preço de manutenção dos veículos e o salário dos motoristas.

A situação provocou protesto dos usuários, que vandalizaram o Terminal Praça da Bíblia na noite do dia 12 de fevereiro. Uma comerciante teve a banca depredada, o freezer quebrado, além de salgados e refrigerantes roubados. Outros manifestantes intervieram e ajudaram a mulher a fechar o comércio.
Integrantes do protesto ainda destruíram catracas. Após arrancar uma placa de sinalização das linhas de ônibus, manifestantes quebraram as cabines de materiais dos funcionários do terminal.
Na quarta-feira (2), usuários do transporte coletivo voltaram a protestar no Terminal do Cruzeiro. Desta vez, eles reclamaram da demora nos ônibus da linha 016, que liga o local até o Setor Aeroporto, que registrou um atraso de cerca de 40 minutos. Com isso, os manifestantes impediram, por duas horas, a entrada e saída dos veículos.

Informações: g1 GO

quarta-feira, 2 de março de 2016

Usuários do Expresso DF reclamam da demora para embarcar e superlotação

Em  funcionamento desde 2014, o BRT (ou Expresso DF) ainda está longe de transportar com conforto e dignidade os mais de 100 mil passageiros que utilizam o sistema todos os dias. Inaugurado com o intuito de reduzir o tempo de viagem de regiões administrativas mais distantes (como Santa Maria e Gama) até o Plano Piloto, o transporte é alvo de inúmeras reclamações. Os problemas vão da demora para embarcar nos coletivos e superlotação à desorganização das filas, esbarrando em falhas na infraestrutura das estações. Um prejuízo, já que o sistema custou R$ 659.227.845,16 aos cofres públicos e não atende plenamente aos usuários.
Foto: Daniel Ferreira

Na última quarta-feira (24/2), o Metrópoles fez o trajeto do Gama até a Rodoviária do Plano Piloto, que levou 42 minutos. O tempo neste trajeto foi realmente reduzido. Mas se levar em conta o que é gasto pelos usuários para chegar ao terminal fica maior. Isso porque antes de o sistema funcionar, os passageiros pegavam as linhas diretas para o Plano Piloto. Agora, precisam parar nos terminais do BRT.

Os problemas vão além. As filas no terminal chegam facilmente a 100 pessoas nos horários de pico e a falta de organização fica evidente. Dentro do coletivo não há espaço para os passageiros e alguns fazem a viagem sentados no chão e nas escadas. A operadora de caixa Natália Rodrigues, de 20 anos, é uma delas. “A gente não pega engarrafamento, mas é tudo muito bagunçado”, explicou.

“O problema é que agora tem muita gente para um ônibus que não tem capacidade de transportar todo mundo”, reclamou a estudante Gláucia Nascimento, de 18 anos, que faz o percurso de BRT de segunda a sexta-feira.

Leandro Montes de Oliveira (foto abaixo), de 17 anos, utiliza o serviço todos os dias. Ele, que pega o ônibus de Santa Maria para a Asa Sul, afirma que o sistema apresenta diversas falhas. “Foi um gasto desnecessário com o transporte público e a demora é muito grande”, desabafou o estudante.

A Secretaria de Mobilidade (Semob) admite falhas e informa que, em caso de o BRT sair com mais passageiros do que o previsto, uma denúncia é feita aos órgãos competentes. “Já foi identificado o descumprimento da tabela horária de algumas linhas do BRT Sul por parte da operadora, que será autuada pelo horário não cumprido e notificada e pelo descumprimento da ordem de serviço vigente”, garante a pasta.

Estrutura
A reportagem esteve em sete das dez estações que foram concluídas e verificou problemas em todas elas. Das três que funcionam normalmente (Terminal Gama e estações Caub II e Park Way), somente uma (Park Way) tinha a bilheteria ativa. Nas demais, o passageiro só embarca no BRT se tiver saldo no cartão do sistema.

Atualmente, o sistema de recarga dos cartões do BRT acontece nos terminais do Gama, Santa Maria e Park Way. Os usuários também conseguem colocar créditos na Rodoviária do Plano Piloto, Galeria dos Estados e em Taguatinga Centro.

Outro ponto de reclamação dos passageiros é a falta de painéis que indiquem os horários dos ônibus nas estações. A estrutura para os monitores existe, mas faltam telas em todos os terminais. “Tem dias que a gente chega a esperar uma hora”, completa Gyovanna.

A Semob informou que o usuário pode pesquisar os horários no site do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). “Para isso, ele precisa colocar na pesquisa o número de quatro dígitos que aparece no painel luminoso que fica na lateral e na traseira do veículo”, completou.

Informações: Metropoles