domingo, 28 de agosto de 2016

Metrô do DF tem 2 estações fechadas por 5 horas por falta de funcionário

As estações Asa Sul e Concessionárias do Metrô do Distrito Federal permaneceram fechadas na manhã deste domingo (29) por falta de funcionários. Segundo o Metrô, 30% dos servidores não apareceram para trabalhar. A empresa diz que vai apurar o que houve.
Entre 7h e 12h, os passageiros não conseguiram embarcar nas duas estações. Os espaços estavam abertos apenas para desembarque.

Durante o período em que as estações só estiveram abertas para desembarque, o caixas também não funcionaram.Aos domingos, o Metrô funciona das 7h às 19h.

Greve mais longa da história

A ministra relatora do tema, Maria de Assis Calsing, também decidiu que um terço dos dias parados deve ser abonado pelo Metrô do DF. Outro terço será descontado da folha de pagamento ao longo de seis meses, e o terço restante será "compensado". A compensação será convertida em cestas básicas para entidades indicadas pelo Metrô e pelo sindicato.
O presidente do Metrô, Marcelo Dourado, disse em nota lamentar os "transtornos" causados pela paralisação. "Em qualquer greve, não há nem vencedores, nem vencidos", diz ele no texto.
O Sindicato dos Metroviários (Sindmetro) informou que já tinha sido informado da decisão na tarde desta quarta, mas ainda vai se reunir em assembleia com a categoria na manhã desta quinta para decidir os rumos do movimento.
A decisão foi emitida pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST, em sessão que analisou os recursos dos dois lados na negociação da greve. No total, os metroviários ficaram 72 dias de braços cruzados, em mobilização por maiores salários e mais contratações. Com a divisão em três partes, os trabalhadores vão receber o equivalente a 24 dias.
Durante a greve, o Metrô funcionou apenas em horários de pico – das 6h às 9h e das 17h às 20h30. Segundo o sindicato da categoria, há déficit de cerca de 800 funcionários. A entidade diz que há 900 aprovados em concurso aguardando covocação. O quadro atualmente tem 1,2 mil servidores.
Os servidores cruzaram os braços para pedir a convocação dos aprovados no concurso de 2014 e a reposição da inflação anual na data-base (pouco mais de 9%). O salário inicial de um agente de segurança da empresa é de R$ 2,9 mil, o mais baixo da empresa. O maior salário inicial é o de engenheiro – R$ 6 mil.
G1 DF

Brasília-DF. GDF decide nesta segunda se mantém faixas exclusivas abertas

O governo do Distrito Federal decide nesta segunda-feira (29) se mantém as faixas exclusivas liberadas para o trânsito de veículos. Os corredores foram liberados durante a greve dos metroviários, que começou em 14 de junho e acabou na última sexta-feira (26)
Faixas exclusivas da EPTG, da EPNB, do Setor Policial Sul, das W3 Sul e Norte permenacem abertas até segunda-feira (29) (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
A reunião será entre o DER e a Secretaria de Mobilidade. A decisão afeta o tráfego nas faixas exclusivas da EPTG, da EPNB, do Setor Policial Sul e das W3 Sul e Norte.
Greve mais longa da história

A ministra relatora do tema, Maria de Assis Calsing, também decidiu que um terço dos dias parados deve ser abonado pelo Metrô do DF. Outro terço será descontado da folha de pagamento ao longo de seis meses, e o terço restante será "compensado". A compensação será convertida em cestas básicas para entidades indicadas pelo Metrô e pelo sindicato.
O presidente do Metrô, Marcelo Dourado, disse em nota lamentar os "transtornos" causados pela paralisação. "Em qualquer greve, não há nem vencedores, nem vencidos", diz ele no texto.
O Sindicato dos Metroviários (Sindmetro) informou que já tinha sido informado da decisão na tarde desta quarta, mas ainda vai se reunir em assembleia com a categoria na manhã desta quinta para decidir os rumos do movimento.
A decisão foi emitida pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST, em sessão que analisou os recursos dos dois lados na negociação da greve. No total, os metroviários ficaram 72 dias de braços cruzados, em mobilização por maiores salários e mais contratações. Com a divisão em três partes, os trabalhadores vão receber o equivalente a 24 dias.
Durante a greve, o Metrô funcionou apenas em horários de pico – das 6h às 9h e das 17h às 20h30. Segundo o sindicato da categoria, há déficit de cerca de 800 funcionários. A entidade diz que há 900 aprovados em concurso aguardando covocação. O quadro atualmente tem 1,2 mil servidores.
Os servidores cruzaram os braços para pedir a convocação dos aprovados no concurso de 2014 e a reposição da inflação anual na data-base (pouco mais de 9%). O salário inicial de um agente de segurança da empresa é de R$ 2,9 mil, o mais baixo da empresa. O maior salário inicial é o de engenheiro – R$ 6 mil.
Informações: g1 DF

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Rodoviários de cooperativa cobram pagamento de salários em no DF

Funcionários da Cootarde – cooperativa que faz percursos entre as regiões administrativas de Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal – deram início a uma paralisação nesta terça-feira (16), no terminal de ônibus do Setor O, em Ceilândia. A categoria diz protestar contra o atraso de 11 dias no pagamento dos salários.
Segundo a empresa, os pagamentos foram realizados no prazo e a reivindicação do grupo é, na verdade, de equiparação salarial com os rodoviários das empresas de ônibus que atendem as bacias do DF.
Micro-ônibus da empresa Cootarde, que é utilizado no transporte coletivo nas regiões administrativas do DF (Foto: André Borges/Agência Brasília)
Foto: André Borges/Agência Brasília
 A paralisação de cerca de 50 rodoviários começou às 11h desta terça e ainda não havia terminado até as 14h30. A Cootarde paga R$ 1,6 mil aos motoristas e R$ 1,3 mil aos cobradores, incluindo benefícios como vale alimentação e cesta básica.
G1 procurou o DFTrans para confirmar se os repasses foram feitos, mas a companhia não respondeu até a publicação desta reportagem. Os rodoviários da Cootarde já tinham paralisado o serviço em julho para cobrar o pagamento da cesta básica, de R$ 193,53.
Segundo a empresa, os rodoviários reivindicam a equiparação aos salários de R$ 2.121 e R$ 1.108 recebidos por motoristas e cobradores das maiores empresas de ônibus do DF, respectivamente. Os rodoviários destas empresas ainda recebem tíquete de R$ 660.
Segundo o diretor institucional da Cootarde, Davino Cavalcante, o sindicato da categoria pressiona a empresa para conseguir o reajuste salarial. "Eles querem receber um valor de quase o dobro do que já recebem. E isso não tem condição", diz.
Informações: g1 DF

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Plano Diretor de Campo Grande deve ser entregue até o fim desse ano

Mostrar saídas para equilibrar o espaço disputado nas ruas cada vez mais engarrafadas do Centro é um dos maiores desafios da revisão do Plano Diretor de Campo Grande, que deve ser entregue até o fim desse ano pela Prefeitura para aprovação na Câmara Municipal.

“Por exemplo, o comércio quer mais vagas de estacionamento, mas em algumas vias é preciso considerar as faixas exclusivas de ônibus”, explica Dirceu Peters, diretor-presidente do Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano).

A mobilidade urbana é um dos pilares que devem ser incluídos no Plano Diretor, atualmente em fase de discussão entre Prefeitura e sociedade civil, conselhos e associações. Depois dele, vem um plano específico de mobilidade urbana. E problemas para resolver não faltam.

As tais faixas de ônibus hoje mal existem na Capital. A exceção fica para o corredor na Avenida Duque de Caxias, no caminho para o aeroporto, e da faixa preferencial da Rui Barbosa. Na Afonso Pena, um dos pontos críticos do fluxo hoje, a queda de braço entre comércio, carros e passageiros impede que avancem as obras por ali.

“Do lado esquerdo, o canteiro central é tombado e não pode ser alterado, então o corredor precisaria ficar do lado direito, onde atualmente ficam as vagas para os carros”, detalha Peters .

Também de nada adianta dar mais espaço para os ônibus se há mais pessoas nos carros do que dentro do transporte coletivo. “É sabido que o número de passageiros caiu. Não dá para melhorar o serviço ou discutir o valor da passagem se não tiver gente usando”, diz o gestor.

É difícil dizer agora a quantidade de passageiros que se desloca com o transporte coletivo e as linhas que deveriam ser ampliadas. Os dados estão com a Assetur, que reúne as empresas de ônibus da Capital, que deve entregar uma pesquisa origem-destino como parte de seu compromisso com o Executivo.

O levantamento, que inclui a população toda da cidade – dos passageiros aos motoristas do transporte individual e até os ciclistas – ainda não foi entregue pela empresa.

Falando em bicicletas, elas também entrarão nas diretrizes do novo Plano Diretor. Apesar da cidade contar com uma boa malha cicloviária – são 90km de vias, segundo o Instituto Mobilize – as principais ciclovias não tem ligação entre si.

A Assetur foi procurada para obter números atualizados sobre os passageiros que utilizam o serviço e da pesquisa origem-destino, mas não se manifestou até o fechamento da reportagem.

O Plano - O Plano Diretor dá diretrizes para o planejamento urbano em diversos setores e, segundo o Estatuto das Cidades, deve ser revisto uma vez a cada dez anos para garantir que o município receba repasses para infraestrutura.

O processo é conduzido por uma consultoria externa, a Urbtec, de Curitiba, que entregará um diagnóstico da situação atual da cidade. A entrega final deve ocorrer até o dia 11 de dezembro. 

Informações: Capo Grande News

Em Goiânia, Motoristas de ônibus iniciam greve na próxima segunda-feira

Motoristas do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia entrarão em greve na próxima segunda-feira, dia 15. A informação é do Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte), Alberto Magno Borges. A decisão foi tomada após não haver acordo com as empresas de transporte, em assembléia geral realizada no último domingo (07).

Os funcionários reivindicam um reajuste de 11,08% linear e retroativo a março, incluindo o salário, gratificação suplementar e ticket alimentação. No entanto, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) ofereceu aos motoristas um reajuste de apenas 5,5% retroativo, alegando enfrentar problemas financeiros devido à crise e à queda de 11% do número de passageiros.

A oferta de um reajuste bem abaixo do solicitado pelos motoristas inviabilizou as negociações, o que gerou o anúncio da greve para a próxima segunda. Para o Presidente do Sindittransporte, Alberto Magno, a decisão tomada na assembléia foi necessária e representa o desejo dos mais de 190 motoristas que estavam presentes. “A gente faz essa reivindicação há muito tempo, mas as empresas nunca avançaram nas negociações, tivemos que decretar a greve”, informa.

Negociações

Ainda segundo Alberto, a greve seguirá por tempo indeterminado até que as empresas se posicionem e negociem. “Apesar do decreto, nós estamos abertos para negociações e queremos que tudo se resolva o mais rápido possível”, diz. Caso surja alguma manifestação das empresas ou algum ponto novo a ser discutido, é provável que a categoria seja convocada para nova assembléia ainda neste final de semana.

O Ministério Público do Estado de Goiás já foi notificado sobre a greve e deverá estabelecer contato com as empresas e os motoristas para chegar a uma porcentagem do quantitativo de ônibus que continuará em operação durante a greve. (Foto: reprodução RMTC).

Por Milleny Cordeiro
Informações: O Hoje