sábado, 28 de janeiro de 2017

Brasília-DF. Sobrou para você: passagens mais caras devem retornar na segunda-feira

O governador Rodrigo Rollemberg saiu vitorioso da queda de braço com a Câmara Legislativa. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) julgou inconstitucional o decreto legislativo editado pelos deputados distritais para derrubar o aumento das passagens. Com isso, o GDF está autorizado a reajustar novamente as tarifas do transporte público, o que deve ocorrer a partir da próxima segunda-feira. Mas a decisão do Conselho Especial não encerra a polêmica em torno do assunto. O Ministério Público analisará a legalidade da concessão da alta. O caso será investigado pela Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão e pela Promotoria de Defesa do Consumidor. Se ficar comprovado que houve irregularidades na revisão tarifária, o MP pode entrar com uma ação civil pública contra o GDF.




O primeiro a votar na sessão de ontem foi o relator da ação direta de inconstitucionalidade (Adin), o desembargador Getúlio de Moraes Oliveira. Ele defendeu que os distritais extrapolaram os limites de atuação ao sustar um ato do chefe do Executivo — o entendimento prevaleceu ao fim do julgamento, por 16 votos a 5. Mas o magistrado reconheceu que pode ter havido falhas no reajuste. Os deputados reclamam que o governo não fez consulta prévia ao Conselho de Transporte Público, como determina a lei. Mas, para Getúlio, as supostas irregularidades não os autorizam a suspender determinação do governador. “As alegações da Câmara quanto a inobservância aos dispositivos legais no processo de regulamentação das tarifas do transporte não revelam que teria ocorrido usurpação de sua competência. A meu ver, evidenciam irregularidades, mas que não autorizam a sustação do decreto governamental que estabeleceu a majoração dos valores”, explicou o relator.
O primeiro a abrir divergência foi o desembargador Romão Cícero Oliveira, que votou pela constitucionalidade do decreto legislativo da Câmara. “Causa estranheza que o reajuste tenha alcançado 25%, quando a inflação do período não chegou nem perto desse patamar”, argumentou. O desembargador George Lopes Leite destacou que, no julgamento da Adin, o TJDFT atuou para dirimir atritos entre o GDF e a Câmara. “Há um aspecto político importante. Estamos assistindo a um confronto entre os poderes Executivo e Legislativo e temos de arbitrar. A meu sentir, falou diálogo e transparência. Os que exercem o poder estão se esquecendo de um detalhe relevantíssimo, que é o povo”, disse George, que votou contra a liminar pedida pelo governo. Ele classificou, ainda, o sistema de transporte como uma “caixa-preta que precisa ser desvendada”.

Informações: Correio Braziliense

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Brasília-DF. Preço das passagens cai a partir desta quarta-feira

O decreto legislativo que prevê a redução dos preços das passagens será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira. Com isso, as tarifas dos ônibus e do metrô voltam aos preços antigos. A Casa Civil informou que os ajustes nas catracas dos veículos e na bilheteria do metrô já foram concluídos.
reajuste dos ônibus: preço das passagens cai a partir de quarta-feira
Credito: Luis Nova

Em 2 de janeiro, as passagens de ônibus subiram de R$ 2,25 para R$ 2,50, no caso das linhas circulares internas; de R$ 3 para R$ 3,50, para bilhetes de ligação curta; e de R$ 4 para R$ 5, nas viagens de longa distância e no metrô. Os valores voltarão aos patamares antigos.

Nesta terça-feira, o desembargador Getúlio Moraes Oliveira, relator da ação apresentada pelo governo para tentar manter os reajustes das tarifas de ônibus, decidiu enviar o processo ao Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Diante do pedido de urgência do GDF, o magistrado poderia conceder uma liminar na ação direta de inconstitucionalidade, mas optou por consultar o colegiado. No fim da tarde desta terça-feira, a Casa Civil anunciou que a publicação do decreto legislativo será feita amanhã.

Informações: Correio Braziliense

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

No DF, Passagens de ônibus e metrô ficam mais caras

Começou a valer nesta segunda-feira (2) o aumento nas passagens de ônibus e metrô do Distrito Federal. A medida foi anunciada na última sexta (30) pelo governo, e representa a segunda elevação nos preços do transporte desde o início do governo Rodrigo Rollemberg. O aumento chega a 25% nas passagens mais caras.

Os valores vão passar de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares e alimentadoras do BRT (aumento de 11%); R$ 3 para R$ 3,50 (aumento de 16%) em linhas metropolitanas "curtas"; e de R$ 4 para R$ 5 (aumento de 25%) no restante das linhas, além do metrô. As novas tarifas estão entre as mais caras do país.

A estimativa é de que 1 milhão de pessoas embarquem em coletivos diariamente e 160 mil, em trens. O DF tem, atualmente, mil linhas de ônibus, contando com 3 mil coletivos de empresas e cooperativas.

O transporte público é parcialmente subsidiado pelo GDF, e deficientes e beneficiados pelo Passe Livre Estudantil têm gratuidade. Cinco empresas prestam serviço de ônibus: Piracicabana, Pioneira, Urbi, Marechal e São José. Elas disseram que não vão comentar o aumento. As companhias alegam ter R$ 195 milhões a receber do Executivo, de dívidas antigas. A Secretaria de Mobilidade fala que o valor é de R$ 128 milhões.

Com o aumento, o GDF diz esperar economizar R$ 180 milhões no subsídio ao transporte público. "Consideramos que o sistema de tarifas é equilibrado com relação à nossa posição no Brasil", declarou o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, ao anunciar o aumento.

Na manhã desta segunda, a recém-empossada Mesa Diretora da Câmara Legislativa deve se reunir para discutir uma "reação" às novas tarifas. Segundo o presidente da Casa, Joe Valle (PDT), uma sessão extraordinária pode ser convocada para tentar derrubar a decisão do Buriti. Por causa de repercussão negativa, o governador interrompeu as férias que teria em Aracaju, no Sergipe. A estimativa inicial era de que ele voltasse só no dia 9 de janeiro.

Gratuidades
Entre as justificativas apresentadas pelo GDF para o aumento, está a necessidade de manter o custeio das gratuidades de deficientes e beneficiados pelo Passe Livre Estudantil. Em publicação no Facebook, o Palácio do Buriti afirma que "o porcentual pago pelo governo com passagens gratuitas é de 33%, enquanto a média nacional é de 15%."

Ao analisar o tema, a CPI dos Transportes na identificou um problema no valor desse repasse. Segundo o relatório, o governo do DF ressarce as empresas com base na tarifa técnica – o "valor real" da passagem de ônibus, que inclui o pagamento na catraca e o subsídio do governo.

O ideal, segundo o relatório, era pagar esse benefício com base apenas na "tarifa usuário", como é chamado o valor na catraca. Em nota enviada na sexta, a Secretaria de Mobilidade informou que , "após várias consultas no âmbito jurídico", decidiu manter o pagamento baseado na tarifa técnica.

A tarifa técnica varia de empresa para empresa. Em média, o "custo cheio" de cada passageiro em uma viagem de ônibus é de R$ 4,19 – valor abaixo dos R$ 5 que serão cobrados nas viagens de longa distância. A tarifa usuário tem valor médio de R$ 3,67, mas essa cifra tende a aumentar com o reajuste nas passagens.

Informações: G1 DF